Os milhões de brasileiros que pagam por planos de saúde individuais e familiares vão sentir um alívio no bolso em 2025. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta sexta-feira (29) que o reajuste anual máximo para esses contratos será de 5,11%. É o menor índice autorizado pela agência em quase 25 anos, desde 2000, com exceção apenas do período da pandemia de Covid-19.
A decisão, que afeta diretamente cerca de 7,7 milhões de pessoas em todo o país, incluindo milhares de goianos e moradores do Centro-Oeste, representa uma pausa na escalada de aumentos que costuma pesar no orçamento familiar. Para se ter ideia, esse grupo representa 14,5% dos consumidores de planos de saúde no Brasil.
Quem será afetado pelo novo valor?
O percentual de 5,11% vale exclusivamente para os planos individuais e familiares. São aqueles contratos que as pessoas assinam diretamente com as operadoras, sem a intermediação de empresas ou associações. Os planos empresariais e coletivos, por exemplo, têm seus reajustes definidos por negociação direta entre as partes.
Nos últimos anos, esses planos corporativos, que atendem a maioria dos beneficiários, têm tido aumentos significativos. No início de 2024, por exemplo, a ANS divulgou que a variação média para eles foi de 9,9% nos dois primeiros meses do ano, embora esse valor tenha sido o menor em cinco anos para essa modalidade.
Quando o reajuste entra em vigor?
O novo teto de 5,11% será aplicado nos contratos fechados a partir de 1º de janeiro de 1999. A cobrança passa a valer a partir do mês de aniversário do seu contrato. Ou seja, se seu contrato faz aniversário em maio ou junho, o aumento já pode ser percebido na fatura de julho ou, no máximo, em agosto, com o valor retroativo ao mês de aniversário.
Por que o reajuste está mais baixo?
Apesar da inflação geral no país, medida pelo IPCA-15, ter ficado em 4,64% nos últimos 12 meses até maio, o reajuste dos planos de saúde tem sua própria lógica. A ANS explica que o cálculo leva em conta a frequência de uso dos serviços de saúde pelos beneficiários e a variação dos custos assistenciais das operadoras – ou seja, quanto custou, de fato, os atendimentos, exames e procedimentos.
Em 2021, por exemplo, o índice foi negativo (-8,19%), fazendo os planos ficarem mais baratos. Naquela época, a paralisação de muitos serviços de saúde não emergenciais devido ao isolamento da pandemia reduziu os custos das operadoras, o que refletiu no reajuste. Agora, a tendência de uso mais controlado dos serviços, ainda que em menor escala, contribui para um percentual menor de aumento.
Histórico dos últimos reajustes máximos (planos individuais):
Para entender a diferença, veja como foi o reajuste máximo da ANS nos últimos anos para os planos individuais e familiares:
<ul><li>2022: 15,5%</li><li>2023: 9,63%</li><li>2024: 6,91%</li><li>2025: 5,11% (novo índice anunciado)</li></ul>
É importante lembrar que, além do reajuste anual, os planos de saúde também podem ter aumento por mudança de faixa etária. Essa variação acontece no mês de aniversário do cliente, em idades pré-determinadas, como aos 59 anos, por exemplo.



