No competitivo segmento de veículos elétricos abaixo de R$ 200 mil, o GWM Ora 5 surge como um forte concorrente ao Leapmotor B10, cativando consumidores com um preço de aquisição significativamente menor e custos de seguro mais vantajosos. Contudo, uma análise aprofundada revela que a economia inicial do modelo da GWM pode ser drasticamente neutralizada no caso de um reparo por colisão, onde o B10 demonstra uma notável superioridade.
O Ora 5, da GWM, é oferecido no mercado por R$ 159.990, posicionando-se R$ 23 mil abaixo do seu rival. Essa diferença substancial estende-se ao seguro anual, com o modelo da GWM estimado em R$ 2.897, contra R$ 3.700 do B10, gerando uma economia de R$ 803. Além disso, o Ora 5 entrega 204 cv de potência e uma autonomia de 349 km, conforme medição do Inmetro, impulsionado por uma bateria de 58,3 kWh.
Em contrapartida, o Leapmotor B10, com preço inicial de R$ 182.990, apresenta um motor traseiro de 218 cv e uma bateria de 56,2 kWh, resultando em uma autonomia de 288 km pelo padrão Inmetro. Embora seja mais caro na compra e no seguro, o B10 busca compensar em outros aspectos que podem ser cruciais para o proprietário a longo prazo.
Na manutenção programada, a vantagem do Ora 5 com revisões a cada 24 meses ou 24 mil km (totalizando R$ 2.838 para as duas primeiras) é parcialmente mitigada pelo B10. O modelo da Leapmotor, que considera três revisões até 60 mil km, soma R$ 1.981, apresentando um custo de manutenção programada mais acessível.
O cenário se inverte drasticamente quando o assunto são os custos de reparo pós-colisão. A “cesta de peças” do GWM Ora 5 alcança impressionantes R$ 21.730, uma quantia mais que o dobro da do Leapmotor B10, que soma R$ 8.351. Esta diferença de R$ 13.379 é primariamente atribuída a componentes de carroceria e iluminação de alto valor no Ora 5.
Para ilustrar, um farol esquerdo do Ora 5 custa R$ 7.636 e o para-choque dianteiro, R$ 7.538. No B10, as mesmas peças são cotadas em R$ 2.149 e R$ 1.956, respectivamente. Isso significa que um acidente frontal pode impactar de forma muito mais severa o bolso do proprietário do GWM, transformando a economia inicial em um gasto inesperado e substancial.
Além dos custos de reparo mais baixos, o B10 oferece um pacote de segurança robusto, incluindo sete airbags e sistemas ADAS de nível 2. Sua recarga rápida de até 140 kW permite que a bateria vá de 30% a 80% em apenas 16 minutos. A Leapmotor também assegura uma garantia de quatro anos, com opção de extensão por mais um ou dois anos.
Em resumo, enquanto o GWM Ora 5 seduz com economia na compra, no seguro e maior autonomia, o Leapmotor B10 se posiciona como uma opção potencialmente mais segura financeiramente no longo prazo, especialmente em caso de reparos por acidentes. A decisão entre os dois modelos pode, portanto, depender da prioridade do consumidor: economia imediata ou menor risco de desembolsos vultosos em manutenção corretiva e pós-venda.
Fonte original: https://garagem360.com.br/ora-5-custa-r-23-mil-menos-que-b10-e-seguro-sai-r-803-mais-barato-mas-e-na-hora-que-bate/



