Ex-senador do PSD ganha força entre os aliados governistas, com a promessa de não disputar reeleição em 2030 como trunfo principal.
A disputa pelo cargo de vice-governador na chapa de Daniel Vilela (MDB) em Goiás esquenta nos bastidores políticos. Luiz Carlos do Carmo (PSD), ex-senador, emerge como o nome mais forte para a indicação, conquistando a preferência da maioria dos aliados do Palácio das Esmeraldas e moldando o cenário eleitoral no estado.
O que aconteceu
Nos corredores da política goiana, as apostas se concentram em Luiz do Carmo. Produtor rural e figura influente no segmento evangélico, sua principal vantagem é a sinalização de que não buscará a reeleição para o governo em 2030. Essa postura é vista com bons olhos por outros personagens políticos que ambicionam o Palácio das Esmeraldas e preferem um vice que não se torne um concorrente direto no futuro, especialmente com a máquina governamental à disposição.
Entenda o caso
A corrida pelo posto, no entanto, é acirrada e conta com mais dois nomes do PSD. José Mário Schreiner, presidente licenciado da Federação da Agropecuária do Estado de Goiás (Faeg), viu sua força diminuir. Fontes ouvidas nos bastidores indicam que muitos o percebem com planos para a eleição de 2030, o que hoje joga contra suas chances. Schreiner realizou diversas articulações, buscando apoio de líderes evangélicos, mobilizando sindicatos rurais e recebendo o respaldo do Fórum Empresarial, sendo considerado uma ameaça relevante à indicação de Do Carmo. Corre por fora Adriano da Rocha Lima, ex-secretário da Governadoria e primo do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). Embora tenha sido um dos favoritos em janeiro, quando se cogitava uma aliança com o PL, hoje é visto como um azarão, mas seu nome não é completamente descartado pelos articuladores políticos.
A decisão final sobre o vice caberá a Ronaldo Caiado. Pelo acordo com Daniel Vilela, é o governador quem indicará o nome para compor a chapa majoritária. No último encontro da base governista, em Trindade, no sábado (18), Caiado preferiu não abordar o tema, mencionando que ainda conversaria com Daniel. A expectativa é que o anúncio seja feito antes da convenção da base, marcada para o dia 5 de agosto, em Goiânia.
Impacto para a população
A escolha do vice na chapa majoritária em Goiás, embora seja uma movimentação estratégica interna da política, terá impactos diretos na governabilidade e nas futuras decisões que afetarão os cidadãos goianos. O perfil do indicado pode influenciar a estabilidade da gestão, a coesão da base aliada e a priorização de certas pautas. Uma chapa com nomes alinhados tende a ter mais facilidade para implementar projetos e programas que tocam diretamente áreas como infraestrutura, saúde, educação e segurança pública no estado. O anúncio, que se aproxima, definirá não só o futuro de quadros políticos, mas também os rumos da campanha eleitoral e, consequentemente, a capacidade de execução de políticas públicas que visam beneficiar a população de Goiás nos próximos anos.
Com a convenção se aproximando, a política goiana permanece atenta ao desfecho dessa articulação que moldará a chapa majoritária e o cenário eleitoral do estado.
Fonte: https://diariodegoias.com.br



