O Fluminense carimbou seu passaporte para a próxima fase da Copa do Brasil, superando o Operário-PR em uma partida eletrizante que terminou com o placar de 2 a 1. Disputado na noite desta terça-feira no icônico Maracanã, o confronto decisivo viu o Tricolor carioca construir uma vantagem significativa no primeiro tempo, mas também precisou demonstrar resiliência para segurar a pressão adversária e confirmar a classificação após um empate no jogo de ida. Gols de Savarino e Lucho Acosta foram fundamentais para a vitória que levou a torcida ao êxtase.
Domínio Tricolor e Eficiência no Primeiro Tempo
Sob o comando de Luis Zubeldía, o Fluminense entrou em campo com a clara intenção de apagar a recente sequência de resultados insatisfatórios e mostrar sua força. Desde o apito inicial, a equipe carioca impôs um ritmo intenso, pressionando a saída de bola do Operário e buscando o ataque com voracidade. Essa estratégia rapidamente surtiu efeito: aos nove minutos, Lucho Acosta, em jogada individual, sofreu pênalti após ser derrubado por Índio. Na cobrança, Savarino mostrou frieza, deslocando o goleiro Vagner e abrindo o placar para o delírio da torcida tricolor. O domínio carioca persistiu, e a superioridade foi convertida em mais um gol aos 37 minutos, quando, após um belo passe de Nonato, Lucho Acosta se projetou na área e, com um desvio de carrinho, ampliou o marcador, solidificando a vantagem antes do intervalo e refletindo a ótima performance do time na etapa inicial.
Oportunidades Perdidas e a Resposta Fantasma
O início do segundo tempo parecia prometer uma goleada e a liquidação da fatura para o Fluminense. Logo aos três minutos, a arbitragem, após consulta ao VAR, assinalou um novo pênalti a favor do Tricolor, por toque de mão de Cuenú. No entanto, o atacante John Kennedy, encarregado da cobrança, imprimiu força excessiva e viu a bola explodir no travessão, desperdiçando a chance de transformar o placar em 3 a 0. Esse lance crucial injetou ânimo na equipe do Operário, conhecida como Fantasma, que passou a se aventurar mais no campo de ataque. A partida, então, ganhou novos contornos de dramaticidade, com o aumento da intensidade, faltas duras e constantes interrupções para revisões do VAR, elevando a tensão no Maracanã e deixando claro que o jogo ainda estava longe de ser decidido.
O Gol de Honra e a Expulsão que Definiu o Confronto
A reta final da partida reservou as maiores emoções e reviravoltas. Aos 37 minutos, o Operário-PR conseguiu incendiar o confronto: Edwin Torres, que havia acabado de entrar, fez um cruzamento rasteiro preciso para Felipe Augusto, que empurrou a bola para as redes, diminuindo a diferença para 2 a 1 e reacendendo as esperanças do time paranaense. Contudo, o ímpeto dos visitantes foi rapidamente freado por um ato de indisciplina. Em um intervalo de apenas cinco minutos após sua assistência, o próprio Torres cometeu duas faltas duras em Guilherme Arana, recebendo dois cartões amarelos e, consequentemente, sendo expulso. A desvantagem numérica neutralizou a reação do Operário. Com um jogador a mais e a vantagem no placar, o Fluminense conseguiu administrar os longos dez minutos de acréscimos, assegurando a vitória e, enfim, a tão esperada classificação.
Com o suado triunfo, o Fluminense avança na Copa do Brasil e agora aguarda o sorteio para conhecer seu próximo adversário na competição. O Operário-PR, por sua vez, despede-se do torneio com a cabeça erguida, após uma atuação valente que, apesar da eliminação, demonstrou garra e resiliência diante de um gigante do futebol nacional. A noite no Maracanã foi um verdadeiro espetáculo de superação e emoção, reafirmando a imprevisibilidade e o fascínio das disputas de mata-mata.
Fonte: https://placar.com



