Um tiroteio nos arredores de Paris resultou na morte de uma pessoa e deixou outras quatro feridas, elevando o nível de alerta na França. As autoridades francesas investigam o incidente, que ocorreu nesta segunda-feira (23), sob a Promotoria Nacional Antiterrorismo, com a hipótese de motivação terrorista e racial. O suspeito, que efetuou disparos de dentro de um veículo em diversos pontos da cidade, foi detido pouco depois.
O episódio acontece em um momento de intensa mobilização social no país, que enfrenta uma série de protestos, confrontos e saques desde 17 de outubro. Em resposta à escalada da tensão e à previsão de novas manifestações neste fim de semana, o governo francês planeja uma operação de segurança massiva. Serão mobilizados 70 mil agentes, incluindo unidades especiais, helicópteros e drones, para conter possíveis atos de violência e proteger edifícios públicos. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, reafirmou que as forças de segurança atuarão com rigor contra quaisquer distúrbios.
Em outro ponto do globo, um terremoto de magnitude 7 sacudiu a região do Tibete, no sudoeste da China, provocando a morte de ao menos 16 pessoas e deixando dezenas de feridos. O tremor causou o colapso de mais de 300 residências. Equipes de resgate continuam a busca por sobreviventes em meio a desafios impostos pelo terreno montanhoso e de alta altitude. As autoridades chinesas, que estão evacuando moradores de áreas de risco, classificam este como o sismo mais potente a atingir o país desde janeiro de 2024.
No Oriente Médio, milhares de cidadãos israelenses que vivem no exterior estão retornando ao país para participar das eleições parlamentares marcadas para a próxima terça-feira (27). A iniciativa, motivada pela impossibilidade da maioria dos expatriados de votar à distância, reflete a percepção de um pleito de grande relevância, após quatro anos consecutivos de instabilidade na região. Estima-se que cerca de 67 mil eleitores façam a viagem para votar em uma eleição que pode determinar o futuro político do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
A poucos dias da votação, a tensão se intensificou. Netanyahu ordenou o bloqueio imediato da cidade de Hebron e determinou que as forças de segurança se preparassem para fechar toda a Cisjordânia. Essas medidas foram tomadas após um ataque a tiros ocorrido hoje (23), que feriu cinco israelenses. Dois suspeitos de realizar os disparos foram mortos por forças israelenses. O primeiro-ministro também anunciou o reforço das operações militares e novas detenções em território palestino.
Com informações da agência Reuters.


