O Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, encerrou nesta sexta-feira (16) uma sequência de três sessões negativas, registrando alta de 0,54% e alcançando 205.430,33 pontos. O desempenho positivo foi significativamente impulsionado pela valorização das ações da Petrobras, que se beneficiaram do salto nos preços internacionais do petróleo, e ocorreu apesar de um cenário externo de aversão ao risco e da intensa disputa eleitoral interna.
Apesar da recuperação pontual, o índice acumulou uma perda de 1,74% na semana. Em contraste, o dólar à vista fechou em baixa de 0,26%, cotado a R$ 5,0735, embora tenha acumulado uma valorização de 1,77% frente ao real nos últimos cinco dias.
O grande catalisador para o Ibovespa foi a Petrobras, cujas ações (PETR3 e PETR4) subiram mais de 3%. PETR3 avançou 3,53%, para R$ 66,49, enquanto PETR4 registrou alta de 3,28%, fechando a R$ 59,24. Esse movimento refletiu a elevação do preço do barril de Brent no mercado internacional, em meio à intensificação de conflitos no Oriente Médio. Com essa valorização, a estatal atingiu um valor de mercado recorde de R$ 819,9 bilhões, marcando o sétimo recorde desde o início do mês.
No cenário doméstico, a atenção se voltou para as pesquisas eleitorais que indicaram um acirramento na corrida presidencial. Levantamentos da CNT/MDA e da Futura Inteligência, divulgados no dia, apontaram um empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno. A pesquisa CNT/MDA mostrou Bolsonaro com 46,8% das intenções de voto contra 45,9% de Lula, dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Já o estudo Futura Inteligência indicou Bolsonaro com 49% e Lula com 47,5%, também caracterizando um empate técnico.
Em termos de indicadores econômicos, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) registrou um aumento de 0,3% em agosto, alinhado com as projeções do mercado e sem causar grandes impactos nos preços dos ativos.
Apesar da força da Petrobras, o desempenho das demais ‘blue chips’ foi misto ou negativo. O Índice Financeiro (IFNC) encerrou o dia com uma queda de 0,59%, e a Vale (VALE3), que possui peso significativo no índice, cedeu 0,32%, cotada a R$ 66,21, em descompasso com a valorização do minério de ferro. Entre as maiores baixas, a CSN (CSNA3) se destacou com recuo de 3,51%, fechando a R$ 5,77.
Na ponta positiva, a Magazine Luiza (MGLU3) liderou os ganhos, com alta de 6,93%, para R$ 11,11, em parte impulsionada por uma parceria com a Shopee.
No cenário internacional, os principais índices de Wall Street encerraram a sessão em território negativo. O Dow Jones caiu 0,34%, para 52.002,41 pontos; o S&P 500 recuou 1,09%, para 7.659,44 pontos; e o Nasdaq registrou a maior queda, com 2,15%, fechando a 26.140,034 pontos, penalizado por empresas de tecnologia focadas em inteligência artificial.
Fonte original: https://www.moneytimes.com.br/ibovespa-16-10-26-lils/



