O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou na França nesta segunda-feira (15) para participar da Cúpula do G7, onde o Brasil, como convidado, busca reforçar a voz dos países do Sul Global. A chegada marca uma série de agendas com líderes europeus antes do início oficial do evento, focando em cooperação e desenvolvimento.
Convidado pelo presidente francês Emmanuel Macron, anfitrião desta edição, Lula estará em Évian-Les-Bain nos dias 16 e 17 de junho. O encontro reúne os chefes de Estado dos sete países mais industrializados do mundo, além de outros convidados como Coreia do Sul, Egito, Índia e Quênia.
Pelas redes sociais, Lula destacou que o Brasil retorna ao G7 levando uma mensagem clara: o compromisso com a paz, a defesa do multilateralismo e um desenvolvimento sustentável mais justo para todos. É um posicionamento que tenta equilibrar a balança das discussões globais, buscando um futuro mais igualitário.
Encontro com Macron discute saúde e tecnologia
No encontro bilateral com Macron, um dos temas centrais foi a ampliação do acesso a medicamentos para nações do Sul Global, um ponto crucial para a saúde pública e que afeta diretamente a vida das pessoas. Também foram tratados avanços na cooperação em defesa, com destaque para o Programa de Desenvolvimento de Submarinos, e a relação transfronteiriça entre o Amapá e a Guiana Francesa.
Ainda na reunião, a França demonstrou interesse em colaborar nos esforços brasileiros para a aquisição de supercomputadores, tecnologia essencial para pesquisa, desenvolvimento e avanço científico em diversas áreas.
Agenda na Suíça antes do G7
Antes de chegar à França, Lula esteve em Genebra, na Suíça, onde se reuniu com o presidente suíço Guy Parmelin. Lá, a conversa girou em torno do aumento do comércio entre os dois países e da cooperação em áreas de ponta como Inteligência Artificial, minerais críticos, saúde e defesa. São temas que impactam desde a indústria até o dia a dia do cidadão, com potenciais benefícios para a economia e o mercado de trabalho.
Participação brasileira ampliada
A participação brasileira neste ano é mais ampla, incluindo reuniões ministeriais e grupos de trabalho. Essa atuação sublinha a relevância do país no debate internacional e a chance de levar pautas importantes que afetam diretamente a vida dos brasileiros e de outros povos do Sul Global, buscando soluções para desafios comuns.



