A gigante tecnológica Meta está sendo alvo de uma ação coletiva inédita na Austrália, acusada de expor crianças a conteúdos nocivos por meio de suas plataformas Facebook e Instagram. O processo, formalizado este mês no Tribunal Federal, a segunda instância mais alta do país, pode estabelecer um precedente significativo, sendo o primeiro no país a buscar responsabilizar redes sociais por danos causados a usuários, especialmente menores de idade.
A iniciativa, liderada por um escritório de advocacia, surge em um período de crescente tensão entre o governo australiano e as grandes empresas de tecnologia. Recentemente, a Austrália proibiu o acesso de menores de 16 anos a esse tipo de plataforma e propôs novas regulamentações que permitem aos usuários desativar conteúdos sugeridos por algoritmos.
Em outro ponto do globo, Taiwan emitiu hoje (22) um alerta para todo o seu território devido à aproximação do tufão Champi. Embora tenha perdido parte de sua intensidade, o fenômeno, que já foi classificado como supertufão e causou fortes tempestades no Pacífico este ano, ainda registra rajadas de vento superiores a 227 km/h. O Ministério dos Transportes de Taiwan informou o cancelamento de 125 voos. A previsão meteorológica indica que o tufão deverá impactar o norte do país, seguir em direção à costa chinesa e, posteriormente, avançar para o sul do Japão.
Na Europa, o presidente da França, Emmanuel Macron, declarou hoje que manifestações consideradas ilegítimas serão proibidas nos próximos dias. Para os protestos organizados por sindicatos, serão oferecidos trajetos alternativos com o objetivo de salvaguardar estabelecimentos comerciais. Segundo Macron, grupos de extrema-esquerda e vândalos foram apontados como responsáveis pelos tumultos e saques ocorridos no último fim de semana. O país enfrenta uma onda de protestos há mais de um mês, impulsionada por estudantes que reivindicam mais investimentos na educação e denunciam a precariedade das escolas.
No cenário digital, empresas e órgãos governamentais em diversos países precisaram suspender a operação de seus sites após a descoberta de falhas críticas na PHP, uma das linguagens de programação mais utilizadas na internet. Uma empresa de cibersegurança relatou milhões de tentativas de invasão que se seguiram à detecção das vulnerabilidades. Governos da Europa e de outras regiões, incluindo o Brasil, desativaram suas páginas online por medida de precaução. De acordo com a Cloudflare, empresa de serviços em nuvem, o volume de tentativas de ataque disparou em meio a uma corrida global para corrigir as falhas e atualizar os sistemas.


