Wall Street Recua Sob Cautela Com Escalada de Tensões no Oriente Médio

PUBLICIDADE

Os índices de Wall Street registraram perdas significativas nesta segunda-feira (31), com a aversão ao risco dominando o humor dos investidores. A deterioração da situação geopolítica no Oriente Médio, após a retomada de ataques dos Estados Unidos contra alvos iranianos no final de semana, impulsionou os preços do petróleo e reacendeu preocupações inflacionárias, elevando as apostas em um aperto monetário mais agressivo pelo Federal Reserve.

Refletindo o clima de incerteza, os principais indicadores acionários apresentaram queda. Por volta das 11h14 (horário de Brasília), o Dow Jones recuava 0,70%, cotado a 53.185,52 pontos. O S&P 500 desvalorizava 0,49%, atingindo 7.674,79 pontos, enquanto o Nasdaq registrava baixa de 0,46%, a 26.281,44 pontos. Em meio à turbulência, apenas o setor de energia conseguiu se destacar positivamente em Wall Street, beneficiado pela valorização da commodity.

A escalada das tensões geopolíticas entre os EUA e o Irã é o principal catalisador para a cautela nos mercados. No domingo (30), o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou ter executado uma “ação limitada e precisa” contra equipes da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, acusadas de espalhar minas no Estreito de Ormuz. O Centcom justificou a operação como uma medida para salvaguardar a navegação civil e o livre fluxo do comércio global, refutando a alegação iraniana de que se tratava de um “ato de agressão”.

Em outro desdobramento, o então presidente norte-americano, Donald Trump, declarou no domingo à noite, através de sua plataforma Truth Social, que a Ilha de Kharg, no Irã, estava “sendo reduzida a pedaços”, uma informação posteriormente desmentida por Teerã. Apesar da série de ataques e contestações, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, sinalizou que o país continua buscando uma solução negociada com os Estados Unidos, conforme reportado pela agência de notícias semioficial Tasnim.

O cenário de instabilidade no Oriente Médio levou o barril de petróleo Brent a superar o patamar de US$ 90 no mercado internacional. Essa elevação acentuou os temores inflacionários, fortalecendo a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) promova aumentos mais significativos nas taxas de juros. Após comentários de Kevin Warsh, membro do Fed, que alertou sobre riscos inflacionários persistentes e a possibilidade de elevação nos juros, a ferramenta FedWatch, do CME Group, indica que a maioria dos investidores (65,9%) aposta em um aumento nas taxas para a faixa de 3,75% a 4,00% na reunião de setembro, partindo do patamar atual de 3,50% a 3,75%.

Fonte original: https://www.moneytimes.com.br/wall-street-abertura-31-8-26-apsa/